8 estudo para - aurora e os sete anões
depois das onze da noite já ninguém toca à porta de ninguém! - desculpava-se aurora - e corria para a porta de sua casa na esperança de saber andar todos os caminhos que só - a sua casa - lhe mostrava - corria pelo corredor encerado - já com cera antiga - corria correrias desenfreadas - perseguida por dois gatos rafeiros - que alguém lhe tinha dado na esperança vã que companhia fossem - aurora não gostava de gatos e os gatos não gostavam dela - vivia então - em soalho encerado com cera antiga - corria por corredores encurralados - arranhada por gatos assanhados - com vizinhas fritadas - e não encontrava a sua vassoura - agora! só porque estes pedaços deveriam ser apanhados
depois das onze da noite ninguém, toca à porta de ninguém - hortense.
depois da correria descansava numa cama larga de lençóis de goma - tentava que o pensar não lhe levasse o descansar - e enjoava-se tanto de si própria!
aurora! acorda - não te deites e arranja as dobradiças daquela porta - da tua!
enjoava-se tanto de si... tanto...
tmq
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